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Como é formado o preço do café?

  • Foto do escritor: Julhyana Veloso Nunes
    Julhyana Veloso Nunes
  • 22 de jul.
  • 3 min de leitura
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O preço final de um lote de café não é definido apenas pelo valor da bolsa de Nova York (ICE Futures). A cotação internacional funciona como referência base, mas diversos fatores influenciam a formação do valor, tanto no mercado físico brasileiro quanto na exportação FOB. Na EllerS Coffee, prezamos pela transparência nas negociações e acreditamos que entender os custos envolvidos é essencial para construir relações comerciais sólidas e confiáveis.


A formação do preço na ICE e o impacto da volatilidade


A ICE Futures US, bolsa de commodities de Nova York, é onde se negociam contratos futuros de café arábica. O preço ali divulgado representa a média dos negócios de compra e venda realizados por agentes do mercado financeiro — como fundos de investimento, tradings e corretoras — com base em contratos padronizados de café tipo C, ou seja, cafés arábicas genéricos que atendem critérios mínimos de qualidade.


Esse preço não representa um café físico específico, mas sim um valor de referência que serve como base para o mercado mundial. Ele é expresso em centavos de dólar por libra-peso (c/lb), e cada contrato equivale a 37.500 libras (cerca de 250 sacas).


A formação do preço na bolsa é influenciada por diversos fatores, como:

  • Expectativas sobre a safra atual e futura (clima, floradas, quebra de produção)

  • Estoques certificados nos armazéns da ICE

  • Movimentações cambiais, especialmente dólar x real

  • Ações de fundos especulativos (compras ou liquidações em grande escala)

  • Notícias macroeconômicas e tensões geopolíticas


Esse ambiente altamente sensível torna o preço extremamente volátil. Em poucos dias, uma notícia climática no Brasil ou uma decisão econômica nos EUA pode causar oscilações significativas nos contratos futuros, impactando todo o setor — do produtor ao comprador internacional. Por isso, compreender a relação entre a bolsa e o mercado físico é fundamental para tomar decisões comerciais assertivas e negociar com mais segurança.


Mercado físico: preço pago ao produtor


No mercado interno, o café é negociado com base na cotação da bolsa de NY, ajustada conforme a qualidade do lote, o tipo, a peneira, a bebida e a demanda.


Os principais custos envolvidos incluem:

  • Produção e beneficiamento (lavado, natural, descascado)

  • Transporte até o armazém

  • Armazenagem e classificação

  • Sacarias e embalagens

  • Comissão de corretagem (quando aplicável)

  • Spread de qualidade (diferença sobre o preço da bolsa)


O valor recebido pelo produtor ou cooperativa reflete essas variáveis e pode mudar diariamente com as oscilações da bolsa ou com a escassez de determinados perfis de café.


Originação: conectando qualidade, valor e requisitos de mercado


A originação de café é o processo de buscar e selecionar lotes que atendam aos critérios do mercado comprador. Envolve visitas a fazendas, relacionamento com cooperativas e armazéns, análise de amostras e avaliação de consistência e disponibilidade de cafés com perfis específicos.


Durante esse processo, também são consideradas as certificações exigidas por determinados mercados — como Rainforest Alliance, Fairtrade, orgânicos ou programas privados (4C, C.A.F.E. Practices, entre outros). Essas certificações agregam valor ao lote, pois:

  • Garantem rastreabilidade e práticas sustentáveis

  • Atendem a exigências de grandes torrefadores

  • Permitem acesso a nichos específicos, com spreads mais altos

  • Representam um custo adicional para o produtor, refletido no valor final


Ou seja, originação não é apenas uma questão de qualidade sensorial, mas também de adequação comercial, documental e reputacional, fatores que influenciam diretamente o preço.


Preço FOB: pronto para embarque no porto


Quando falamos em preço FOB (Free on Board), nos referimos ao valor do café pronto para exportação, entregue a bordo do navio no porto de embarque (como Santos ou Vitória).


Além do preço físico do café, o FOB inclui:

  • Rebeneficiamento e preparo final do lote

  • Embalagem para exportação (sacarias de juta, liner, big bags, pallets)

  • Transporte interno (armazém até o porto)

  • Despesas portuárias (capatazia, taxas, fumigação, vistoria)

  • Documentação de exportação (fatura, packing list, certificados, registro DU-E)

  • Margem da exportadora


Cada café possui uma composição de custos diferente, conforme o perfil do lote e o destino da carga.


Conclusão


Entender a dinâmica do mercado e todas as etapas envolvidas é primordial para a realização de uma venda de café.


Na EllerS Coffee, estamos vigilantes sobre todos esses processos para garantir que oferta e demanda se encontrem com equilíbrio, sustentabilidade e bons negócios para ambas as partes.

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